sexta-feira, maio 14, 2021

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CAMINHO DO ITUPAVA – MORRETES / CURITIBA – 29/01/2012 – PARANÁ – O Caminho do Itupava é uma trilha histórica aberta para ligar Curitiba a Morretes no estado o Paraná, Brasil, entre 1625 e 1654 por índios e mineradores e calçado com pedras por escravos. Durante mais de três séculos os caminhos coloniais foram a única passagem da costa para o planalto, dando posteriormente origem às rodovias e ferrovia, que possibilitaram o desenvolvimento do Estado do Paraná. Deu origem ao traçado da estrada de ferro. Originário de antigas trilhas indígenas, o Caminho do Itupava foi uma das principais vias de comunicação entre o Primeiro Planalto paranaense e a Planície Litorânea desde o século XVII, até a conclusão da Estrada da Graciosa, em 1873 e a efetivação da Estrada de Ferro, Curitiba – Paranaguá em 1885, quando foi abandonado. No entanto, propiciou a ocupação e colonização dos Campos de Curitiba onde, durante dois séculos, contribuiu para o desenvolvimento sócio-econômico das regiões que interligava. Hoje o Caminho do Itupava não tem mais função econômica, porém é um monumental sítio arqueológico que testemunha um precioso patrimônio cultural e natural, principalmente no trecho calçado, em plena Floresta Atlântica(Floresta Ombrófila Densa) na Serra do Mar, trecho que está em relativo estado de conservação. O Itupava é um caminho de belezas naturais e históricas, cruzando rios, cercado de vales verdes e montanhas. No trajeto o caminho cruza a ferrovia Curitiba-Paranaguá em dois trechos. Percorremos um novo trajeto de baixo pra cima de cerca de 12 km contando com as trilhas, descemos de Curitiba para Morretes de carro e subimos a pé pelo Distrito de Porto de Cima e a Estrada da Graciosa, PR-410, mas passamos por muitas trilhas quase intransponíveis como escaladas sem corda pelas raízes das arvores como se fosse grampos nas pedras, além de muitas pedras cobertas de limo e muita lama. A maioria dos guias da região não recomendaram a descida que é mais tradicional por conta da época de chuvas no caminho e outras trilha estarem muito úmidas, quanto mais a subida. A recompensa fica por conta da natureza que recompensa todo o esforço! A parte final da subida foi de trem saída da Estação Marumbi. – Na foto a PONTE DO RIO SÃO JOÃO – Foto: Antônio More / Agência de Notícias Gazeta do Povo.

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