A demanda por fretes rodoviários no agronegócio do Brasil terminou 2020 com alta de 3,7% em relação ao ano anterior, disse nesta segunda-feira a Repom, indicando que o forte ritmo visto em meados do ano passado foi capaz de compensar as quedas registradas nos últimos meses.

Considerando apenas dezembro, segundo o Índice de Frete e Pedágio Repom (IFPR), houve um recuo de 7,3% no volume de fretes do setor em comparação anual, em linha com o que vinha sendo verificado recentemente –movimento que chegou a ser classificado pela empresa como “baixa característica da movimentação das safras”.

Em 2020, os produtos agrícolas brasileiros foram beneficiados por firme demanda externa, em uma temporada na qual o país colheu uma enorme safra de quase 257 milhões de toneladas de grãos, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Diante disso, a Repom –marca de soluções de gestão e pagamento de despesas para frota própria e terceirizada da Edenred Brasil– chamou atenção para o ritmo elevado das atividades nas principais cidades portuárias brasileiras.

“No acumulado do ano, foram 13% mais viagens que no ano anterior, com destaques positivos para os portos de Miritituba (19%), em Itaituba, no Pará, e Paranaguá (31%), no Paraná”, disse a empresa em comunicado.

O levantamento do IFPR apurou ainda que a demanda geral por fretes rodoviários no Brasil, considerando todos os segmentos, cresceu 7,8% no acumulado de 2020. A empresa citou como fator de impulso a retomada das atividades econômicas após medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19.

No segmento de indústria e varejo, a Repom apontou para uma alta de 12,8% na demanda por fretes em dezembro, na comparação com igual período do ano anterior, em aumento que provavelmente decorre da movimentação do comércio eletrônico no país.

“Dezembro manteve o forte ritmo que havia sido verificado nos meses anteriores. Apesar de ser um período onde se espera uma redução no volume, tivemos um aumento significativo quando comparado ao mesmo de 2019”, disse em nota o head de Mercado Rodoviário da Edenred Brasil, Thomas Gautier.

Fonte: Reuters