Reprodução site FAEP

Na quinta-feira (7), produtores rurais e entidades paulistas do setor estão realizando um “tratoraço” para protestar contra elevações do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre diversos itens e insumos, que devem onerar os custos de produção e potencialmente elevar os preços dos alimentos. Decretos autorizados pela lei 17.293, promulgada em 15 de outubro de 2020, permitem a cobrança ou a elevação do imposto desde o dia 1º de janeiro.

Diante do cenário que irá impactar no custo de produção no Estado vizinho, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) está apoiando o movimento no Estado vizinho, por acreditar que o aumento da tributação vai incidir principalmente sobre a população mais pobre.

“Cobrar imposto sobre produtos de alimentação merece repúdio da sociedade. Por isso, a FAEP apoia incondicionalmente o movimento realizado em São Paulo, liderados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). Inclusive, produtores de cidades do Paraná no limite com São Paulo atravessaram para participar do tratoraço”, destacou Ágide Meneguette, presidente da FAEP. “Esperamos que o governo de São Paulo repense e desfaça a sua decisão”, complementou.

A Faesp é a interlocutora da pauta com o governo estadual, com o objetivo de negociar a não cobrança do imposto.

“Foi de grande importância o apoio da FAEP e produtores rurais do Paraná que se sensibilizaram e juntaram-se aos nossos sindicatos rurais na divisa do Estado de São Paulo. Toda essa mobilização demonstrou que a união e a força do setor produtivo, rompendo divisas, em prol da sustentabilidade das atividades agropecuárias. Agradeço aos produtores paranaenses e ao Ágide Meneguette”, afirmou Tirso Meirelles, vice-presidente da FAESP.

Para Meneguette, essa tributação terá desdobramentos severos em toda a cadeia. “Cobrar imposto sobre alimentos, justamente agora, não prejudica apenas os consumidores, mas também os produtores rurais que, nesta pandemia, mostraram o quanto são importantes, mantendo o abastecimento em dia e gerando superávits da balança comercial”, apontou Meneguette. “Não podemos deixar que isso ocorra, até para não constituir num péssimo exemplo para outros governos que, como São Paulo, também estão com problemas de caixa”, concluiu.

Com Assessoria