Paraná é um dos principais motores da retomada dos empregos no País. Foto: José Fernando Ogura/AEN

O Governo do Estado deu início a parcerias institucionais com prefeituras para espalhar e regionalizar o atendimento da Invest Paraná. A estratégia visa ampliar a atração de investimentos privados. A intenção é ativar 24 representações em cidades polo até o fim de 2022, metade delas ainda neste ano.

As representações de Maringá (Noroeste) e Ponta Grossa (Campos Gerais) já estão atendendo. Nesta semana terão início os trabalhos em Londrina, na Região Norte, e Cascavel e Foz do Iguaçu, ambos no Oeste.

O objetivo, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é otimizar o atendimento a potenciais empresários por meio de ações integradas na captação de investimentos. “O Estado precisa ser ágil e menos burocrático para facilitar a vida de quem quer investir no Paraná. Essa ação busca uma aproximação maior, unificando a linguagem com os municípios. O foco tem de ser sempre a criação de emprego e renda”, afirmou.

Diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin destacou que com a medida o Governo conseguirá dar respostas mais rápidas e completas a possíveis interessados em se instalar no Estado. O tempo, lembrou, é essencial para vencer a concorrência de outros estados na briga pela instalação de empresas.

“Hoje, além dos benefícios fiscais, o empresariado quer agilidade. E esse é exatamente o conceito do governador Ratinho Junior: criar um ambiente de negócios favorável, com estabilidade política para gerar emprego e renda para os paranaenses”, disse.

Diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin diz: “Estaremos mais próximos dos municípios e dos empresários. Será um atendimento mais qualificado nas tratativas com as prefeituras”

A Invest Paraná é a porta de entrada oficial para as empresas interessadas em se instalar no Estado. E o programa de incentivo para atração de investimentos é um dos principais atrativos. Ele foi criado para reinserir o Paraná na agenda dos investimentos locais, nacionais e internacionais e contempla uma série de medidas, como a dilação de prazos para recolhimento do ICMS, incentivos para melhoria da infraestrutura, comércio exterior, desburocratização e de capacitação profissional, com objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos.

Os incentivos pleiteados pelas empresas são avaliados de forma técnica pela agência a partir de um relatório que leva em conta as prioridades do Estado, como tipo do investimento, setor econômico, número de empregos gerados, impactos econômicos, sociais e de meio ambiente, adensamento da cadeia produtiva e grau de inovação.

Após a avaliação técnica o processo passa para análise da Secretaria da Fazenda, onde é decidida a concessão ou não dos incentivos, bem como prazo e carência. Cenário que será facilitado com a regionalização da estratégia.

Com AEN