Divulgação/PM

A juíza da 3ª Vara Federal de Curitiba, Ana Carolina Morozowski, se declarou “incompetente” para julgar a prorrogação do decreto estadual, que venceu na última quarta-feira (10), e deixou as atividades não essenciais suspensas por 12 dias no Estado.

A decisão da magistrada saiu no início da noite de quinta-feira (11). Ministérios Públicos Federal, Estadual e as defensorias questionaram na Justiça o fim do lockdown no Paraná durante o colapso na Saúde, provocados pela alta no número de internações e superlotação dos leitos destinados ao tratamento dos pacientes com coronavírus.

A juíza fez alguns apontamentos que ela classificou como “desnecessários” para o despacho, no entanto, “oportunos” devido ao grave momento que a Saúde atravessa por conta da pandemia e as novas variantes do vírus.

“O período pelo qual estamos passando torna ainda mais difícil a tarefa de se abster de emoções. Elas se revelam em todos os momentos, pelas mais variadas coisas e situações, e intensificam-se como nunca antes”, afirma.

Ela também fez uma série de agradecimentos aos profissionais da Saúde e lamentou as mortes e os traumas provocados pela pandemia, entre eles, as infâncias marcadas e pessoas com consequências psicológicas.

“Ao mesmo tempo em que lamento, torço para que tudo isso nos ensine resiliência. Torço para que os bons exemplos se multipliquem e para que as autoridades admitam todos os consensos mundiais sobre medidas de prevenção. Torço para que a população faça a sua parte, ao invés de somente apontar o dedo para a administração. Uma vez tendo exposto os meus sentimentos, num excesso de transparência misturada com coragem, passo a analisar os pedidos, mas não sem pedir as tradicionais escusas pelo inusitado”, diz a magistrada.

O MPF e MP ainda não se manifestaram sobre a decisão.

Com Assessorias e agencias