Após o Senado aprovar, em segundo turno, nesta quinta-feira, 04, a PEC emergencial que vai permitir uma nova rodada do auxílio emergencial, o bloco de oposição na Câmara dos Deputados se prepara para mudar o projeto.

Com 62 votos favoráveis e 14 contrários, os senadores estipularam em R$ 44 bilhões o limite para o custo total da retomada do benefício. Agora, o projeto será votad em dois turnos na Câmara, onde deputados tentam desvincular as contrapartidas fiscais da PEC Emergencial e aumentar o recurso a ser destinado e o valor a ser pago no auxílio emergencial, com valor de R$ 600.

Com a trava orçamentária aprovada no Senado, o auxílio emergencial deve durar apenas quatro meses, atingirá um número menor de pessoas e também na média deverá ficar em torno de R$ 250 por mês. No ano passado, o governo gastou mais de R$ 300 bilhões em auxílio distribuídos para 68 milhões de pessoas.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou, em entrevista coletiva que o projeto terá prioridade na tramitação, começando na segunda-feira, 8, e podendo, se houver acordo entre os líderes, ser apreciado na quarta-feira, 10.redita que a PEC não deverá sofrer mudanças significativas em relação ao texto estabelecido pelo Senado. . Ele disse confiar na sensibilidade da bancada de oposição para manter o valor do auxílio e a votação das contrapartidas.