Já não se trata mais de “se virá”, mas de “quando virá”. Assim está a situação da volta do auxílio emergencial. Antes o assunto era tabu para o Ministério da Economia, mas a popularidade do presidente Jair Bolsonaro não para de cair e a política pesa mais do que a economia, na maior parte das vezes. Alternativas são muitas. A volta da PEC de Orçamento de Guerra, ajuste fiscal e o retorno de uma CPMF temporária para abastecer o programa, enquanto durar a pandemia da Covid-19.

NOVO AUXÍLIO

A volta do auxílio emergencial será mais modesta do que as anteriores. Serão doados R$ 200,00 para um grupo bem menor do que os 56 milhões que receberam anteriormente. Preferencialmente receberá quem não tem nenhum outro auxílio, como o Bolsa Família, por exemplo. A nova CPMF teria uma alíquota entre 0,10% e 0,15% e como seria exclusivamente para viabilizar o auxílio emergencial, o Ministério da Economia aposta que teria apoio da oposição e do presidente Jair Bolsonaro.

DINHEIRO DE PLÁSTICO

Cada vez mais o brasileiro se rende ao “dinheiro de plástico”, sejam cartões de débito ou de crédito. A Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito e Serviços (Abecs) divulgou dados sobre a movimentação do setor em 2020. Os pagamentos com cartões de débito, de crédito e pré-pagos somaram R$ 2 trilhões no ano passado. É um crescimento de 8,2% em relação a 2019. O crédito ainda lidera o número de transações com R$ 1,18 trilhão e o débito registrou movimento de R$ 762,4 bilhões.

GASTOS NO EXTERIOR

A Abecs também mapeou os gastos dos brasileiros no exterior, que fechou 2020 no menor patamar em 16 anos, tanto devido à alta do dólar como à pandemia. Os dados da Abecs mostraram uma queda de 60% nos gastos dos brasileiros em outros países quando feita a comparação em dólar (foram gastos US$ 3,46 bilhões).

VOLVO

A fabricante de caminhões sueca Volvo, instalada em Curitiba, começa a recontratar os postos de trabalho fechados durante a pandemia. Com o agronegócio se mantendo em alta, a venda de caminhões pesados cresceu e a montadora está investindo em contratações. Foram repostas as 300 vagas fechadas na pandemia e foram abertas mais 100 novas. Atualmente a Volvo tem 3.800 funcionários e conta com mais servidores agora do que antes da pandemia. Os dois turnos de produção seguem trabalhando com plena capacidade.

CRESCIMENTO

A fabricante de automóveis sueca está otimista com 2021. A estimativa de crescimento é de 40% nos caminhões pesados e semipesados. A fábrica de Curitiba exporta veículos para outros países da América Latina, principalmente Chile, Peru e Colômbia, onde os veículos são utilizados para a mineração. A pandemia afetou outro setor da empresa: os ônibus. As vendas de ônibus no Brasil recuaram 33,4% em 2020. A Volvo espera uma recuperação de 13% neste ano no segmento dos coletivos acima de 16 toneladas.

CERVEJA

A bebida preferida dos brasileiros, a cerveja, vive dias cinzentos. O Carnaval foi cancelado em todo o país e assim as vendas cairão fortemente para os fabricantes do produto. Além da falta dos eventos, há outros fatores que preocupam as fabricantes depois de um ano em que o consumo cerveja caiu 17,8%, em relação a 2019, para 10,38 bilhões de litros, segundo levantamento da Euromonitor, empresa de pesquisa de mercado. Um deles é o ritmo ainda lento em bares e restaurantes, justamente onde a margem de lucro pode ser até três vezes maior do que em supermercados.

ON-LINE

Bares e restaurante compravam 60% da produção da cerveja no Brasil e agora o volume caiu para 30%. Os supermercados ficam com 70% do total de cerveja vendida. As cervejarias vão buscando soluções. A Ambev criou um aplicativo para entrega do produto ao consumidor final e o número de usuários têm crescido.

CAFÉ

As exportações de café (verde, solúvel, torrado & moído) caíram em janeiro de 2021, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Saíram do Brasil 3,1 milhões de sacas no último mês, mas o volume é 9,4% menor do que no mesmo período de 2020. O principal comprador de café brasileiro em janeiro foram os Estados Unidos, que importaram 692,4 mil sacas de café, o equivalente a 22% do total exportado no mês. Em segundo lugar ficou a Alemanha, destino de 532 mil sacas, ou 16,9% do total das exportações.

VAREJO

As vendas no varejo no Brasil tiveram queda expressiva em dezembro de 2020, segundo dados apresentados pelo IBGE. A queda nas vendas foi de 6,1% em relação a novembro. Foi a maior queda de vendas no varejo desde que o IBGE passou a fazer o acompanhamento da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) em 2000. No comércio varejista ampliado, que inclui vendas dos setores de automóveis e material de construção, houve recuo de 3,7% em relação a novembro. No ano, fechou em queda de 1,5%.