Marcas pets fortes vão além de curtidas: veja quais são os verdadeiros pilares do sucesso!

Por Diego Velázquez 5 Min de leitura
Hugo Galvão de França Filho

Em um levantamento recente sobre presença digital no setor pet, a Petz aparecia como a marca com mais seguidores somados nas redes sociais, e ainda assim perdeu posição num ranking de reputação para a Petlove, que tinha uma base bem menor. O motivo não foi falta de volume de postagens, foi diferença na forma como cada marca se comunicava com quem já a seguia.

Esse tipo de resultado incomoda quem ainda acredita que crescer nas redes é só uma questão de postar mais. Para o empresário Hugo Galvão de França Filho, fundador e diretor da Enjoy Pets e especialista em marketplaces, esse é um dos equívocos mais comuns entre negócios do mercado pet que investem tempo em redes sociais sem entender o que de fato constrói marca ali dentro.

Seguidor não é sinônimo de vínculo com a marca

Acumular seguidores é fácil de medir e, por isso, vira meta fácil de perseguir. O problema é que esse número, sozinho, não diz quase nada sobre se aquelas pessoas confiam na marca, recomendam o produto ou voltam a comprar, explica Hugo Galvão.

Marcas grandes tendem a escalar audiência rápido, simplesmente porque já têm reconhecimento fora das redes. Isso não garante engajamento proporcional. Quando o conteúdo publicado não conversa de verdade com quem está do outro lado da tela, o próprio algoritmo reduz o alcance, e a marca perde justamente a base que já tinha conquistado.

O que realmente move o algoritmo das redes sociais pet?

Consistência de narrativa pesa mais do que volume isolado de posts. Uma sequência de conteúdos que se conectam, contam uma história e criam expectativa no seguidor tende a performar melhor do que publicações soltas, mesmo que estas últimas sejam tecnicamente mais bonitas.

Formatos também importam. Vídeos curtos, bastidores reais do dia a dia com os animais e respostas públicas a comentários costumam gerar mais interação do que peças publicitárias polidas. Hugo Galvão de França Filho observa que negócios do setor pet que tratam as redes como vitrine estática, sem interação real, acabam competindo só por estética, enquanto o público já espera proximidade.

Comunidade em vez de vitrine: o que muda na prática?

Construir comunidade significa que o seguidor sente que aquele espaço também é dele. Isso acontece quando a marca responde a dúvidas reais, compartilha conteúdo enviado por clientes e assume um tom de conversa, não de anúncio.

Pet shops, clínicas e marketplaces que adotam esse formato notam outro efeito: o de que o próprio público passa a defender a marca em momentos de crise ou reclamação, porque já existe um vínculo construído antes da necessidade. Sem esse histórico, qualquer comentário negativo tem muito mais peso.

Onde a estratégia se conecta ao negócio, não só ao feed

Redes sociais bem trabalhadas sozinhas não sustentam um negócio pet se o restante da operação não acompanha esse ritmo. Hugo Galvão destaca que, na Enjoy Pets, o esforço de comunicação online caminha junto com estoque atualizado, prazos de entrega cumpridos e atendimento coerente com o que foi prometido no post, informações que também aparecem detalhadas em www.enjoypets.com.br.

Quando a experiência de compra não confirma o que a rede social prometeu, o efeito é o oposto do buscado. O engajamento que parecia promissor se transforma em reclamação pública, e a marca perde justamente a confiança que vinha construindo.

O que fica quando a campanha termina?

Uma campanha de redes sociais tem começo, meio e fim. A marca que ela ajuda a construir, não. É essa diferença que separa negócios que vivem de picos esporádicos de engajamento daqueles que seguem relevantes mesmo nos períodos sem grande investimento em anúncio, informa Hugo Galvão de França Filho.

O tutor de pet que hoje decide entre duas marcas parecidas normalmente escolhe aquela que já reconhece de algum lugar, um comentário respondido, um vídeo que fez sentido, uma indicação de outro tutor. Esse reconhecimento não se compra em um único mês de posts; se constrói na repetição de escolhas certas ao longo do tempo.

 

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