O advogado com 29 anos de experiência e mestre em Direito Civil, Hebron Costa Cruz de Oliveira, elucida que em um ambiente de negócios cada vez mais regulado e competitivo, decisões tomadas sem avaliação jurídica adequada podem gerar riscos que comprometem resultados e reputação. Por isso, integrar o jurídico ao planejamento da empresa deixou de ser apenas uma medida defensiva e passou a ser parte da estratégia de crescimento. A gestão jurídica estratégica funciona como um sistema de proteção e, ao mesmo tempo, como um facilitador de expansão sustentável.
Mais do que reagir a conflitos, o jurídico estratégico atua de forma preventiva e organizada, alinhado aos objetivos do negócio. Se a sua empresa está em fase de crescimento, vale revisar contratos, políticas internas e rotinas de compliance antes que problemas se transformem em litígios ou passivos relevantes.
O que é gestão jurídica estratégica e por que ela importa?
Gestão jurídica estratégica significa tratar o jurídico como área de planejamento, e não apenas como suporte pontual para resolver problemas. Isso envolve mapear riscos, padronizar contratos, definir políticas internas e criar rotinas de acompanhamento.
Tal como alude o doutor Hebron Costa Cruz de Oliveira, quando o jurídico participa das decisões desde o início, a empresa ganha previsibilidade. É possível estruturar operações de forma mais segura, evitando ajustes caros e demorados depois que o negócio já está em andamento. Essa postura reduz incertezas e aumenta a confiança de investidores, parceiros e clientes.
Riscos jurídicos que afetam diretamente o crescimento
Diversos fatores jurídicos podem travar a expansão de uma empresa se não forem tratados de forma estruturada, informa Hebron Costa Cruz de Oliveira. Contratos mal elaborados, passivos trabalhistas, falhas na proteção de dados e problemas com consumidores são exemplos comuns.
O impacto desses riscos vai além de multas e indenizações, visto que, eles consomem tempo da gestão, afetam o caixa e podem comprometer negociações com fornecedores e investidores. Antecipar esses pontos permite corrigir processos e ajustar modelos de negócio antes que surjam conflitos maiores.
Jurídico como mecanismo de governança e previsibilidade
Tal como ressalta Hebron Costa Cruz de Oliveira, a gestão jurídica estratégica também se conecta diretamente à governança corporativa. Regras claras, responsabilidades bem definidas e processos documentados ajudam a organizar a tomada de decisão e a reduzir improvisações.
Políticas internas, códigos de conduta e critérios de aprovação de contratos são exemplos de instrumentos que aumentam a consistência das decisões. Quando todos sabem quais são os limites e os procedimentos, a empresa funciona de forma mais eficiente e menos exposta a riscos. Esse modelo favorece o crescimento estruturado e alinhado às exigências legais e regulatórias.

Processos, indicadores e uso de tecnologia no jurídico
Outra dimensão da gestão jurídica estratégica é a organização dos processos internos. Controle de prazos, acompanhamento de demandas, padronização de documentos e uso de ferramentas digitais permitem ao gestor ter visão clara das obrigações e dos riscos.
Medir e acompanhar indicadores jurídicos ajuda a priorizar ações, destaca Hebron Costa Cruz de Oliveira, isso pois, quando se conhece o volume de contratos, tipos de demandas e áreas mais sensíveis, fica mais fácil direcionar recursos para onde o risco é maior. Essa abordagem aproxima o jurídico da lógica de gestão aplicada a outras áreas da empresa.
Como iniciar uma estrutura de gestão jurídica estratégica?
Empresas que desejam avançar nesse modelo podem começar com um diagnóstico simples: identificar contratos críticos, mapear os principais riscos e revisar políticas básicas de compliance. A partir disso, é possível estabelecer rotinas mínimas de controle e acompanhamento.
Segundo Hebron Costa Cruz de Oliveira, o mais importante é criar constância, dado que, não se trata de uma ação pontual, mas de um processo contínuo de revisão e melhoria. Ao incorporar o jurídico como parte da estratégia, a empresa passa a tomar decisões mais informadas, reduz exposição a riscos e cria bases mais sólidas para crescer de forma sustentável.
Autor: Alexei Kuznetsov

