A Polícia Federal deflagrou nesta segunda e terça-feira a Operação Ouro Frio II, que tem como objetivo inutilizar máquinas e destruir pistas de pouso usadas para o abastecimento do garimpo clandestino na região da Reserva Biológica Maicuru, localizada dentro da área conhecida como RENCA (Reserva Nacional do Cobre e seus Associados) no Pará. Essa é a segunda fase da operação conjunta que teve início em 9 de outubro e objetivou o sequestro de bens de aproximadamente R$ 14 milhões e a apreensão de mais de 44 kg de ouro de origem clandestina, avaliado em R$ 14,8 milhões.

Toda a ação da PF está inserida na Operação Verde Brasil 2, um conjunto de atividades focadas na proteção e preservação da Amazônia e demais biomas. Nessa operação, as Forças Armadas (Exército, Marinha e Força Aérea do Brasil) fazem a coordenação e possibilitaram o transporte aéreo de militares, policiais federais e fiscais do IBAMA. “Essa segunda fase buscou identificar toda a cadeia criminosa envolvida em exploração ilegal de ouro, alcançando a extração, processamento e comercialização por meio do esquentamento da origem”, informou a PF.

De acordo com a corporação, a expressão ‘Ouro Frio’, que deu nome à operação, faz referência ao ouro de origem clandestina e sem documentação legal. A extração ilegal é crime no Brasil previsto no art. 2º da Lei 8.176/91 e art. 55 da Lei 9.605/98. As penas somadas para esse tipo de ação podem ser superiores a cinco anos de detenção.