Consórcio de maquinário industrial: Tiago Oliva Schietti explica como empresas financiam equipamentos sem juros

Por Sebastian Dorel 5 Min de leitura
Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti destaca que escavadeiras, retroescavadeiras, empilhadeiras, máquinas de solda industrial e equipamentos de produção em série representam, para muitas empresas de construção civil e indústria, o maior investimento necessário para operar ou expandir o negócio. Assim, observa-se que o consórcio de maquinário pesado, embora menos comentado do que segmentos mais populares, movimenta um volume relevante de recursos dentro do sistema, atendendo diretamente empresas que dependem desses equipamentos para funcionar.

Assim como em outros segmentos empresariais do consórcio, a lógica segue o mesmo princípio de autofinanciamento coletivo: um grupo de empresas contribui mensalmente para um fundo comum, e a contemplação ocorre por sorteio ou lance, permitindo a aquisição do equipamento sem a cobrança de juros, apenas com a taxa de administração como principal custo.

Por que empresas de construção civil recorrem a essa modalidade?

Para construtoras e empreiteiras, a aquisição de maquinário pesado costuma representar um dos maiores gargalos financeiros do negócio, já que esses equipamentos têm valor elevado e vida útil que, com manutenção adequada, pode se estender por muitos anos. Tiago Oliva Schietti pondera que, para empresas que já possuem uma frota básica e planejam expansão gradual, o consórcio se encaixa bem justamente por permitir esse planejamento de médio prazo sem comprometer o capital de giro necessário para as obras em andamento.

No entanto, essa modalidade não costuma ser adequada para empresas que estão começando do zero e precisam do equipamento imediatamente para viabilizar um contrato já fechado, já que a ausência de data garantida para a contemplação torna o consórcio incompatível com necessidades operacionais urgentes.

Indústria: equipamentos que sustentam a produção

No setor industrial, o consórcio de maquinário também atende empresas que precisam renovar ou ampliar linhas de produção, desde equipamentos de menor porte até máquinas industriais complexas usadas em processos específicos de fabricação. Tiago Oliva Schietti expressa que, nesses casos, o planejamento costuma estar associado a projeções de crescimento da própria empresa, e não a substituições emergenciais de equipamentos quebrados, cenário em que o tempo de espera do consórcio dificilmente seria compatível com a urgência da situação.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

A importância da manutenção do equipamento durante a espera

Um ponto de atenção específico desse segmento é que, enquanto aguarda a contemplação, a empresa geralmente continua operando com equipamentos já existentes, muitas vezes mais antigos e com custo de manutenção crescente. O empresário Tiago Oliva Schietti recomenda que esse custo adicional durante o período de espera também entre no cálculo total da decisão, já que gastos elevados com manutenção de máquinas antigas podem, em alguns casos, reduzir a vantagem financeira de esperar pela contemplação sem juros.

O que avaliar antes de aderir?

Antes de optar pelo consórcio de maquinário industrial, vale considerar se o equipamento pretendido está de fato ligado a um projeto de expansão de médio prazo, avaliar o histórico de contemplação da administradora especificamente nesse segmento e simular o impacto da parcela no fluxo de caixa da empresa ao longo de diferentes ciclos de faturamento, especialmente em setores sazonais como a construção civil.

Terceirizar ou comprar: uma decisão que precede o consórcio

Antes mesmo de considerar o consórcio, muitas empresas do setor de construção precisam decidir entre comprar o equipamento de forma definitiva ou seguir terceirizando essas máquinas por meio de locação pontual para cada obra. Essa decisão inicial costuma depender do volume de utilização projetado: empresas com uso frequente e recorrente de determinado equipamento tendem a se beneficiar mais da compra, enquanto negócios com demanda esporádica podem continuar optando pela locação tradicional, mesmo que isso signifique custos maiores por uso pontual ao longo do tempo. Apenas depois dessa análise inicial faz sentido avaliar se o consórcio é o caminho mais adequado para viabilizar a compra planejada.

Tiago Oliva Schietti conclui que, apesar de menos discutido do que segmentos voltados ao consumidor final, o consórcio de maquinário industrial representa uma ferramenta relevante de planejamento financeiro para empresas de diferentes portes, desde que a decisão leve em conta o mesmo rigor exigido de qualquer investimento produtivo de longo prazo.

 

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